A Trágica Situação Atual dos Muçulmanos
É lamentável que a ignorância, o despotismo e o egoísmo influenciem tantos muçulmanos, governantes e governados, a ponto de alguns muçulmanos não conseguirem encontrar nem mesmo uma migalha de comida ou uma casa ou uma esposa ou outras necessidades básicas. Não obstante isso, eles são cercados pelas dádivas de Allah: terra, céu, luz, riquezas naturais e os mais refinados princípios conhecidos pela humanidade. Contudo, eles negligenciaram as leis de Allah e foram recompensados com esses problemas e esses infortúnios que destruíram a sua religião e modo de vida.
O que ocorreu com as palavras de Allah: “Acaso são aqueles que sabem iguais àqueles que não sabem” (39: 9); “Não entrai em intimidades com aqueles que não são dos vossos; eles não falharão em vos corromper. Eles só desejam vos fazer sofrer” (3: 159); “e consulta-os nos assuntos (do momento)” (3: 159), “isso para que (a riqueza) não circule simplesmente entre os poucos abastados” (59: 7) e tantos outros versículos e tradições? De modo que agora os muçulmanos se encontram entre dois pontos: “Lamentando o estado da sua religião e do seu modo de vida”. Sendo que o Imam Kashif al-Ghata, ao visitar o Irã, disse no prólogo do seu livro: “Eu não vi um único homem ou uma única mulher chorando ou se queixando”. Similarmente, eu não me recordo de nada disso no Iraque antes da Segunda Guerra Mundial, quando os muçulmanos ainda não estavam sujeitos a leis seculares.
Hoje, porém, depois de terem optado por serem liderados pelo programa ocidental, eles se tornaram uma confirmação das palavras de Allah: “Porém, quem desdenhar a Minha Mensagem levará uma mísera vida” (20: 124).
A calamidade atingiu até mesmo os justos dentre eles, em conformidade com as palavras de Allah: “e temei uma aflição, a qual não atingirá apenas os injustos dentre vós” (8: 25).
Agora eu quero oferecer alguns exemplos da opressão e aflição que acometeram o Afeganistão, o Iraque e o Golfo. Eu estou citando apenas alguns exemplos, pois cada território islâmico tem sido acometido por essa praga.
Um determinado partido no Afeganistão planta ópio para exportar para países vizinhos e, com o lucro arrecadado, compra armas com as quais eles assassinam o povo do país. Aqui há pelo menos cinco atos criminosos:
1)
Mau uso das bênçãos de Allah: terra fértil que deveria ser utilizada para ações benignas é utilizada para ações malignas.
2)
Exploração da mão-de-obra e dos meios de produção para fins malignos ao invés de benignos.
3)
Desperdício de recursos com meios destrutivos, com carnificinas e empobrecimento, ao invés de serem usados para o desenvolvimento, construção de moradias e atendimento das necessidades do povo.
4)
Inflição de dor no povo e nos países vizinhos que deveriam estar a salvo da calamidade de um vizinho que caiu na armadilha do vício e da corrupção.
5)
Destruição do país: o resultado natural daquilo que já foi exposto é a destruição do país e a humilhação e o empobrecimento do povo. Isso, porém, é apenas o resultado natural do tipo de ignorância que nós acabamos de mencionar e do abandono das leis de Deus. No versículo corânico é dito: “E não sejais como aqueles que se esqueceram de Deus e Ele os fez esquecerem das suas próprias almas” (59:19).
Então, o Ocidente colocou Saddam no poder para que ele pudesse desviar mais de 800 bilhões de dólares dos muçulmanos e fizesse com o Iraque e com os seus vizinhos tais atos de assassinato, terrorismo, prisões, tortura, guerra, miséria e destruição econômica como nunca foi testemunhado em toda a sua história. Os crimes dos Mongóis, Tártaros e Hajaj são insignificantes se comparados aos crimes de Saddam e do seu partido. Então, o Ocidente fez do regime iraquiano um meio para aterrorizar e corromper os Estados do Golfo e outros vizinhos para que eles solicitassem bases militares nos seus solos e comprassem do Ocidente bilhões de dólares em armamentos, ao invés de servir as necessidades do povo e melhorar as condições de vida no país. Dessa maneira, a comunidade islâmica se encontra no pior estado de opressão e angústia.
Não há nenhuma solução para esse caos senão através de uma conscientização geral, a qual seja um prelúdio do retorno às leis do Islam, pois o Islam é que salvará a humanidade como aquele muçulmano que foi conquistar a Pérsia disse quando Rustum lhe perguntou: “O que quereis?”. Ele disse: “Nós viemos para livrar o povo da obediência das pessoas (e conduzi-los) para a obediência a Allah e para salvar a humanidade da estreiteza da terra (e conduzi-la) para a sua vastidão”.