O
Glorioso Alcorão
Uma Introdução e um Contexto
Índice
Prefácio
Profetas no Alcorão Sagrado
Introdução
Allah
Seu Nome
Os Belos Nomes de Allah
Seus Atributos
O Alcorão Sagrado
Sua Eloqüência, Beleza e Inimitabilidade
Sua Estrutura
Sua Revelação
O Último Mensageiro
A Compilação do Alcorão
Os Sucessores Divinamente Apontados
As Entidades Inseparáveis
A Intervenção Direta
A Perfeição da Religião e Conclusão das Bênçãos
A Ahl al-Bayt
Glossário
Prefácio
Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso
Glorificado seja Deus, Senhor do Universo, e que a paz e as bênçãos estejam com Seu mensageiro Muhammad e com a sua nobre e purificada casa.
O Alcorão Sagrado é o mais grandioso livro de Deus. Ele é o mais extraordinário livro que já apareceu na face da Terra. Ele não é meramente uma compilação de crônicas de um povo primitivo, nem de um grupo de Profetas, ou mesmo de todos os Profetas. Nem tampouco é ele unicamente um livro de moral. Certamente, ele não é apenas um livro de ciência e também não é simplesmente um livro de regras e leis. Mas antes, ele é um conjunto de argumentos na “língua” Divina que demonstra claramente o motivo pelo qual o leitor ou ouvinte deve reconhecer Allah, glorificado Seja, submeter-se a Ele, glorificado Seja, e seguir a Sua religião. Esses argumentos são tanto racionais, endereçados à mente, como espirituais, endereçados ao coração. Nas palavras Divinas o Alcorão Sagrado é um livro “de orientação”, guiando o homem das trevas para a luz, do maléfico para o benéfico, da ignorância para o conhecimento, da incerteza sobre a origem e o fim e sobre o papel do homem no mundo, para a certeza e a convicção.
O Alcorão foi trazido do mais alto nível do céu pelo arcanjo Jabra’il (Gabriel) que se apresentou em pessoa diante dos olhos do Profeta Muhammad – que Deus o abençoe e a sua purificada casa – e confiou o Alcorão ao seu abençoado ouvido, exatamente no momento em que a humanidade havia atingido o estágio de maturidade para poder apreciá-lo e ser guiado por ele. Desse modo, foi diante da conclusão da sua sagrada missão que o Profeta Muhammad – que Deus o abençoe e a sua purificada casa – declarou claramente para seus companheiros ouvirem, prestarem atenção e registrarem, as seguintes palavras:
“Eu deixo depois de mim duas coisas de peso – se vocês se agarrarem as duas, jamais extraviar-se-ão. O Alcorão e a minha família (Ahlul-Bayt).”
Sim, para protegê-los, esses são os dois guardiões da religião do Islam, salvaguardando a verdade e os seus pontos mais elevados e sutis, da obliteração e da aniquilação através da prolongada “era da razão” que é a etapa final da vida do homem na terra.
A casa do Profeta é comandada pelo mais ilustre dos seus seguidores, Ali, que a paz esteja com ele, e pela sua mais nobre esposa, Fátima, que a paz esteja com ela, que era também a amada filha do Profeta nascida dele durante a sua missão. Depois deles vêm os seus filhos, os únicos netos do Profeta, Hassan e Hussain, que a paz esteja com eles, e os nove Imames depois de Hussain, que a paz esteja com todos eles. De uma forma ou de outra, todos esses membros da purificada casa do Profeta fizeram sua parte na proteção da estrutura sagrada do Islam, e o fizeram com tanta constância e dedicação que cada um deles ficou conhecido como sendo “o Alcorão andante”. Aqui não é o local para relatar as suas conquistas, mas os livros de história, de ética, de leis, e de cada ramo do conhecimento, da gramática à medicina, todos prestam testemunho dos seus incalculáveis serviços à cultura e à religião do Islam, enquanto que os seus sacrifícios nesse processo constituem os mais magníficos exemplos de honra e lealdade que o mundo jamais viu. Quem poderá argumentar que eles não eram protegidos contra desvios e pecados?
Da mesma maneira, o glorioso Alcorão é protegido contra todo tipo de erro e é o sólido coração da religião islâmica que nunca falha. Diferente de qualquer outro livro, desde a sua criação, ele permanece imutável, inalterado, livre de qualquer adição ou subtração. Ele é o testamento e a mensagem para a humanidade provinda de seu Mestre, o Deus Único, que possui toda a capacidade para proteger a pureza da Sua palavra. Portanto, o glorioso Alcorão é o texto sagrado do Islam por excelência, assim como o Islam é a religião do Alcorão. Aqueles que desejam seguir o Islam se vêem obrigados a ler e a conhecer o Alcorão, uma vez que ele é um dos principais sustentáculos da sua fé, sendo que ler partes dele é, em certas ocasiões, obrigatório. Do mesmo modo, aqueles que desejam dar atenção à mensagem Divina do Alcorão se vêem obrigados a praticar o Islam, pois essa é a religião, o modo de vida e o sistema de fé que Allah escolheu e aperfeiçoou para aqueles que queiram ser Seus servos voluntários; e o destino destes é o melhor dos destinos.
Profetas no Alcorão Sagrado
A seguinte lista descreve os nomes de alguns dos profetas e mensageiros de Deus que aparecem no Alcorão Sagrado juntamente como os seus equivalentes bíblicos:
Nomes dos Profetas na Bíblia
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Transliteração dos nomes árabes dos Profetas
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Adão
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Adam
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Noé
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Nuh
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Abraão
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Ibrahim
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Lot
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Lut
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Ismael
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Ismail
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Isaac
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Ishaq
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Jacó
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Yaqub
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José
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Yusuf
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Jetro
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Shuaib
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Moisés
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Musa
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Araão
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Harun
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Davi
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Dawud
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Salomão
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Sulaiman
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Jonas
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Yunus
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Zacarias
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Zakariias
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João (o Batista)
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Yahia
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Jesus
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Isa
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O Consolador ou parakletos da Bíblia, que é uma substituição de perikletos: uma versão explanatória de “ahmad”, o Mais Louvado. Ahmad é um dos nomes do Profeta Mohammad; ambos são derivados da palavra árabe que significa o Louvado – perikletos em grego.
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Muhammad
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Introdução
Antes de começar a falar sobre o assunto dessa introdução que é o Alcorão Sagrado seria apropriado dizer algo a respeito do autor desse extraordinário livro, Allah, o Altíssimo.
Allah
Seu Nome
Em árabe, Allah é o principal nome pelo qual é conhecido a Divindade Única que é o criador de toda a existência. Esse termo é, de fato, uma contração de Al-Elah, que significa A Divindade ou O Deus. A palavra Elah é o equivalente árabe da palavra correspondente hebraica Eloh, significando Deus. No processo de fusão de Al-Elah, a letra E é suprimida da pronúncia e da ortografia do nome, e o resultado final é a palavra Allah.
Os Belos Nomes de Allah
Além do principal nome do Clemente, Allah, existem também 99 nomes que são referidos como os Belos Nomes de Allah. Alguns desses nomes são os seguintes:
Transliteração dos Nomes Divinos em Árabe
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O significado aproximado do Nome
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al-Ahad
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O Único
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al-Samad
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O Absoluto
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al-Sami
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O Oniouvinte (daquilo que é dito e pensado)
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al-Basir
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O Onividente (do conhecido e do desconhecido)
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al-Qadir
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O Onipotente
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al-Qahir
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O Conquistador
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al-Aliy
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O Exaltado
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al-Ala
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O Altíssimo
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al-Baqi
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O Eterno
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al-Badi
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O Iniciador de toda a criação
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al-Bari
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O Criador de toda a criação
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al-Akram
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O Nobilíssimo
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al-Batin
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O Oculto (além da compreensão)
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al-Hayy
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O Vivente
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al-Hakim
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O Sábio
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al-Haqq
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A Verdade
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al-Hasib
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O Calculador
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al-Hamid
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O Louvado
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al-Rabb
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O Senhor
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al-Rahman
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O mais Clemente para com toda a criação
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al-Rahim
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O mais Misericordioso para com os crentes
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al-Razzaq
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O Provedor
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al-Raqib
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O Supervisor Cauteloso
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al-Rauf
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O Compassivo
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al-Halim
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O Indulgente
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al-Salam
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A Paz
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al-Tahir
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O Purificado
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al-Adl
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O Justo, O Eqüânime
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al-Ghafur
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O Mais Remissório
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al-Ghaniy
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O Auto-Suficiente
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al-Malik
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O Rei
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al-Majid
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O Gloriosíssimo
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al-Karim
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O Generoso
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al-Kabir
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O Maior
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al-Nur
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A Luz
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al-Wadud
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O Afetuoso
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al-Hadi
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O Orientador
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al-Jalil
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O Majestoso sobre todas as coisas
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al-Jawad
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O Generosíssimo
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Seus Atributos
Amir al-Muminin (Comandante dos Crentes), Imam Ali, o sucessor do Profeta Muhammad, que a paz esteja com ele, descreve alguns atributos de Deus [1]:
“Ele não pode ser concebido pela imaginação nem determinado pela compreensão. Ele não pode ser percebido pelos sentidos nem ser comparado com nenhuma pessoa. Ele é Único, mas não numerável e é Eterno sem ter fim. Ele é Aquele que auxilia sem ser auxiliado.”
O sucessor do Profeta Muhammad também disse:
“Ele é Allah, A Verdade Evidente, mais verdadeiro e mais claro do que os olhos podem perceber. O intelecto não pode alcançá-Lo por nenhuma definição, visto que isso seria como compará-Lo; e a imaginação não pode alcançá-Lo por nenhuma avaliação, visto que isso seria como atribuir-Lhe um semelhante. Não há início para a sua primazia e não há fim para a Sua Eternidade. Ele é o primeiro e o último, e Ele é o Eterno sem ter fim. As cabeças se inclinam (em reverência) diante d’Ele e as línguas declaram Sua Unicidade. Ele deu a todas as coisas limitações quando Ele as criou para deixar claro que Ele não é como elas.”
Imam Ali também disse:
“Os olhos não podem percebê-lo com o sentido da visão, mas o coração pode percebê-lo através da realidade da fé. Ele está próximo de todas as coisas sem estar associado a elas. Ele fala, embora sem discurso. Ele deseja, mas sem necessitar. Ele cria, mas não com meios físicos. Ele é misterioso, mas obscuridade não pode ser atribuída a Ele. Ele é Poderoso, mas indiferença não pode ser atribuída a Ele. Ele é Vidente, mas percepção sensorial não pode ser atribuída a Ele. Ele é Compassivo, mas sentimentalidade não pode ser atribuída a Ele.”
Amir-ul-Miminin também disse:
“O Tempo nunca muda para Ele de modo a causar uma transformação no Seu estado, e Ele nunca está num lugar particular de modo a acarretar a Sua mudança para outro lugar. Ele conhece os segredos nas mentes dos reservados e os encontros íntimos daqueles que se encontram detrás de portas fechadas, e os pensamentos e opiniões daqueles que especulam.”
“Ele enviou inúmeros profetas e mensageiros a vários povos e em diferentes intervalos para guiar o homem à senda reta. A mensagem que eles transmitiram é uma em essência: submissão a Allah e viver em harmonia com o Seu desejo; em árabe essa harmonia com o desejo divino é chamado Islam. A religião de todos aqueles mensageiros tem sido uma que é o Islam ao desejo de Allah. Allah enviou Moiséis com a Torah para todos os povos da sua época. Ele enviou Jesus com o Engil (Evangelho) para todas as nações do seu tempo e, finalmente, Ele enviou Seu último mensageiro, Muhammad, com o Alcorão para toda a humanidade.”
O Alcorão Sagrado
Sua Eloqüência, Beleza e Inimitabilidade
O Alcorão Sagrado é a palavra revelada de Allah ao Seu último mensageiro, o Profeta Muhammad, que Allah o abençoe e a sua família. Essa revelação foi transmitida em língua árabe numa época em que os árabes costumavam se vangloriar da eloqüência de suas expressões e da retórica de suas poesias. Além das suas qualidades miraculosas essa nova revelação mostrou uma incomparável eloqüência de discurso e de escrita, de modo tal que os mais hábeis poetas e oradores ficavam atônitos ante a beleza e magnificência do texto do Alcorão. Havia se tornado um costume que os mais eloqüentes poemas e redações da época fossem exibidos ao redor da “Casa de Allah” – a Caaba – e eles não eram substituídos, senão por outros melhores e superiores. Quando os primeiros versículos da nova revelação foram colocados em exibição, os poetas e oradores foram obrigados a arrancar as suas “obras de arte”. Posteriormente, quando alguns dos mais obstinados residentes de Meca se recusaram a aceitar essa nova revelação como divina, como parte de suas medidas reacionárias, eles iniciaram uma campanha de difamação contra o Profeta, dizendo entre outras coisas que aquela nova revelação era um trabalho feito por homens. Deus respondeu convidando-os a produzir algo com beleza e elegância semelhante; Ele os convidou a produzir dez ou mesmo uma surata (capítulo) iguais aos do Alcorão. Ninguém o conseguiu, nem naquela época e nem nos dias atuais, isso enquanto a surata mais curta do Alcorão é composta de apenas quatorze palavras! O Alcorão é um milagre vivo em virtude da beleza e superioridade da sua eloqüência, além de qualquer outra coisa.
Além de ser um livro de crenças e ética ele é também um livro de história, de ciência e de sabedoria. Além de ser um livro de leis ele também ensina condutas morais. Na sua totalidade, ele apresenta um sistema de ensino designado para auxiliar o homem material e mentalmente, ajudá-lo a levar uma vida próspera neste mundo ao mesmo tempo em que permite que ele se prepare para a melhor vida no mais-além, que é o objetivo final do Alcorão.
Sua Estrutura
O Alcorão Sagrado consiste de 114 suratas (capítulos), com cada surata consistindo de um determinado número de versículos (ayat, em árabe; aya no singular). Algumas suratas podem consistir de apenas algumas ayat, ao passo que outras podem conter dezenas ou centenas de versículos. O Alcorão é dividido em 30 juz ou partes quase equivalentes, cada qual abarcando uma ou mais suratas dependendo do tamanho das mesmas.
Sua Revelação
O Alcorão Sagrado é a palavra revelada de Allah. O Mensageiro de Deus retransmitia toda revelação que recebia do arcanjo Gabriel na sua forma mais precisa. O Profeta Muhammad comunicou as palavras de cada revelação exatamente como as recebeu – sem a menor variação ou alteração. Com grande zelo e entusiasmo todos os versículos e suratas do Alcorão foram registrados em escrituras e, de fato, um grande número de muçulmanos – na ordem de milhares – encomendou o Alcorão como um todo a sua memória. Ademais, o mensageiro derradeiro de Deus se certificou que o Alcorão inteiro fosse compilado como um livro “completo” durante a sua vida. Por essa razão somente – e deixando de lado a sua inimitabilidade e qualidades miraculosas – o Alcorão Sagrado é tido como sendo a palavra revelada de Deus.
No tocante a cronologia dessa revelação, algumas suratas foram reveladas enquanto o Profeta estava em Meca e, portanto, elas são conhecidas como suratas maquenses, ao passo que outras foram reveladas em Medina, para ficarem conhecidas como suratas de Medina. Existem também algumas suratas contendo alguns versículos revelados em Meca e outros revelados
em Medina. O
formato e a ordem das várias suratas do Alcorão, assim como os versículos ou ayat em cada surata foram determinadas pelo seu autor, Deus. Essa ordem não é necessariamente a mesma que a ordem cronológica, na qual os vários versículos ou ayat do Alcorão foram revelados. As várias ayat foram reveladas de acordo com os eventos e circunstâncias do momento. Por exemplo, os primeiros versículos (ayat) que foram revelados ao Profeta não foram aqueles do primeiro capítulo do Alcorão (al-Hamd), mas sim aqueles da Surata al-Alaq (O Coágulo) [96:1-5]:
“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso
Lê em nome do teu Senhor que criou,
Criou o homem do coágulo,
Lê, e teu Senhor é o mais Generoso,
Que ensinou pela pena,
Ensinou o homem o que ele não sabia.”
Embora o Alcorão Sagrado tenha sido revelado por etapas num período de 23 anos, ele também, a princípio, desceu por inteiro sobre o coração do Mensageiro, que Deus o abençoe e a sua família [97:1]:
“De fato nós o revelamos na noite de Qadr.”
O Último Mensageiro
Allah se dirige ao Seu último Mensageiro, o Profeta Muhammad, dizendo: “Nós não te enviamos senão como Misericórdia para a humanidade.” [2]
Pode ser observado pela sua biografia, que o Profeta Muhammad – que Deus o abençoe e a sua família – demonstrava grande preocupação pelas pessoas e pelo seu bem-estar, muçulmanos ou não-muçulmanos.
No seu esforço para levar o homem à salvação ele jamais guardou qualquer ressentimento contra seus inimigos que faziam tudo que estivesse ao seu alcance para impedir a sua missão. Ele sempre retornou o mal com o bem.
Mohammad nasceu em 570 d.C. na Cidade de Meca, onde cresceu. Sua missão profética começou aos 40 anos de idade quando ele recebeu “formalmente” a primeira revelação divina no ano de 610 d.C. Desde o princípio da sua missão ele teve de enfrentar uma hostil e inflexível oposição por parte dos cidadãos de Meca que eram majoritariamente idólatras. O Mensageiro de Allah, porém, nunca “pagou na mesma moeda”, mesmo em face das mais duras e agressivas condutas. Como exemplo de tais condutas, alguns eventos são citados aqui. O Profeta cresceu acostumado a sofrer uma série de ataques sempre que ele passava por um determinado caminho. Um “ativista” poderia arremessar contra ele qualquer coisa que pudesse encontrar pela frente desde pedras a restos de lixo e excremento de animais. Certo dia, quando o Profeta passou por esse caminho, ele percebeu que não havia nenhum sinal nem daquele “ritual” diário e nem do seu perpetrador. Então, ele procurou saber o motivo pelo qual isso estava acontecendo. Tendo recebido a informação de que a pessoa em questão estava doente, o Profeta se dirigiu a sua casa para visitá-lo e orar por sua recuperação.
Em outra ocasião, o Profeta foi violentamente agredido por um grupo de cidadãos de Meca. Todavia, tão logo ele recuperou a sua compostura, enquanto ainda enxugüava o sangue do seu rosto, ele suplicou: “Ó Deus nosso! Perdoe o meu povo porque eles não compreendem.”
Fazendo um resumo do papel da sua missão, o Rasulullah (O Mensageiro de Allah), que Allah o abençoe e a sua família, foi citado dizendo:
“Certamente, eu fui enviado para aperfeiçoar a mais nobre das moralidades.” [3]
Com total devoção e inimaginável abnegação e magnanimidade, ele não economizou esforços para transmitir a mensagem divina, que lhe havia sido revelada, à humanidade, para que esta pudesse alcançar a salvação.
Da mesma forma, ele cuidava com extrema paixão do meio de orientação e salvação – a Mensagem – que ele estava transmitindo à humanidade. Na sua forma pura e incorruptível a mensagem é a mais importante entidade para a orientação de toda a humanidade. Conseqüentemente, ela deveria ser protegida de qualquer distorção – por todos os meios possíveis – e, portanto, todas as providências necessárias teriam que ser tomadas para garantir a sua transmissão às futuras gerações incólume.
Duas das mais prementes tarefas que o Mensageiro de Allah foi designado, por seu Senhor, para realizar durante a sua vida neste mundo foram:
- Ele deveria se certificar de compilar o Alcorão Sagrado na sua integridade como um livro “completo” (conhecido como mushaf)
- Ele também deveria assegurar-se de apontar aqueles que seriam os mais versados no Alcorão Sagrado para sucedê-lo como líderes da humanidade e para guiar o homem à senda reta.
A importância dessas duas tarefas foi enfatizada em vários ditos proféticos como veremos brevemente mais adiante. Pois Allah não enviaria Seu último Mensageiro para a humanidade e nem revelaria o Seu livro derradeiro a ele simplesmente para parar nesse estágio. Pelo contrário, Ele iria garantir que Seu Mensageiro reunisse a revelação num único livro e que sua missão apostólica fosse continuada através de sucessores divinamente apontados.
Todos os Muçulmanos acreditam que o envio do Profeta Muhammad como Mensageiro de Allah para a humanidade e que a revelação do Alcorão Sagrado foram os mais importantes eventos na história da humanidade. E que o Profeta Muhammad continuará sendo o mensageiro de Allah para toda a humanidade enquanto o homem estiver habitando este planeta, bem como que o Alcorão Sagrado é Sua última revelação para os homens. E ainda assim, existem certos indivíduos que assumem que o Mensageiro de Allah não se empenhou em reunir e compilar o Alcorão e nem tampouco se comprometeu a apontar os seus sucessores para liderar a humanidade depois dele!
Tendo enfrentado adversidades inauditas no processo de transmissão da mensagem divina e tendo em vista a total e absoluta dedicação que ele tinha pela mesma, o último Mensageiro de Allah certamente não teria deixado sem resolução a questão da sucessão nem tampouco teria deixado para trás um Alcorão disperso em “fragmentos de pergaminhos e couro”, “tábuas de pedras”, “pedaços de ramos de palmeira” e em escápulas e “costelas” de “camelo” como alguns querem nos fazer crer.
A Compilação do Alcorão
Com a mesma afeição e cuidado com que ele tinha que transmitir a mensagem divina, ele tomou as providências necessárias para compilar uma cópia “encadernada” do Alcorão Sagrado – conhecida no tempo do Profeta e atualmente também como mushaf. As tradições nos contam que o texto inteiro do Alcorão foi encomendado, sob instruções do Profeta Muhammad, ao Imam Ali, que a paz esteja com ambos.
O Mensageiro de Allah incumbiu o Amir al-Muminin (Comandante dos Crentes), Ali filho de Abu Talib, de reunir e compilar o Alcorão inteiro; tarefas as quais o Imam Ali realizou durante a vida do Profeta Sagrado e sob a sua supervisão [4]. O Mensageiro de Allah aprovou e autenticou o resultado final – o mushaf – verificando inclusive a ordem e posição de cada versículo num dado capítulo ou surata, conforme as instruções de Deus. De acordo com as tradições, quando o arcanjo Gabriel revelava um determinado versículo ou ayah ao Profeta Muhammad – que Deus o abençoe e a sua família – ele também costumava indicar a sua posição na surata, bem como a surata a que ele pertencia [5].
Relatos indicam que durante a vida do Rasulullah (Mensageiro de Deus), depois de o Alcorão ter sido já compilado como um mushaf, o povo costumava ir à mesquita do Profeta – onde o Alcorão compilado, o mushaf, era colocado no púlpito – a fim de fazer cópias da Sagrada Escritura [6].
É dito, erroneamente, em certas ocasiões, que o Alcorão Sagrado foi compilado pela primeira vez durante o reino do terceiro califa Uthman ibn Affan cerca de 20 anos após a morte do Profeta Muhammad, que Deus o abençoe e a sua família. Na realidade, o que realmente foi feito naquela época ou foi a coleta de documentos incompletos contendo versículos e capítulos do Alcorão Sagrado ou a reunião desses documentos como cópias do Alcorão completo, ou mesmo uma destruição daqueles documentos que estavam corrompidos, de modo a impedir que eles fossem disseminados como sendo a versão correta do Alcorão. Qualquer compilação que tenha ocorrido naquela época foi tão-somente uma reprodução da cópia autêntica do Alcorão Sagrado conforme a versão compilada pelo Imam Ali – que a paz esteja com ele – durante a vida do Profeta Muhammad e sob sua supervisão.
O Profeta Ummi
Existe uma crença incorreta bastante difundida sobre o último Mensageiro de Deus segundo a qual ele era iletrado. Com alguma pesquisa, porém, a noção de analfabetismo do Profeta pode ser refutada. O Profeta pode não ter exercido habitualmente a prática da escrita e da leitura em público, mas existem exceções inclusive para isso. Ademais, os Imams da Ahlul-Bayt – que a paz esteja com eles – foram perguntados a respeito do significado de Ummi na expressão “Ummi Profeta”, ao que eles responderam: “Por Allah, ele podia ler e escrever em setenta línguas. Quanto à palavra Ummi no título ‘Ummi Profeta’, isso é uma associação com ‘Umm al-Qura’, outro nome pela qual a Cidade de Meca é conhecida”. Portanto, “Ummi Profeta” significa: o Profeta que é um cidadão de Umm al-Qura.
Os Sucessores Divinamente Apontados
Além de se certificar que o Alcorão Sagrado fosse apresentado como um todo havia outra vital e fundamental tarefa que o Rasulullah teria que cumprir durante a sua vida. Sob instruções de Allah, o Mensageiro de Deus apontou e nomeou os seus sucessores que estariam na vanguarda do Alcorão Sagrado – os únicos indivíduos aptos a ensiná-lo bem como a liderar a comunidade muçulmana conforme os ensinamentos do Alcorão e do Mensageiro de Allah depois dele.
De acordo com vários hadith, o Profeta Muhammad – que Deus o abençoe e a sua família – declarou que seus sucessores seriam 12 e em seguida deu os nomes desses doze sucessores ou Imams [7]. Os 12 Imams, junto com o Profeta e a sua filha Fátima al-Zahra são referidos como Ahl al-Bayt, o que literalmente quer dizer os puros membros de sua família (do Profeta Muhammad, que Deus o abençoe e a sua família). Embora no tempo do Profeta os membros da Ahl-Bayt fossem apenas cinco, ele costumava mencionar os nomes dos membros remanescentes que ainda estavam por nascer.
A Ahl al-Bayt é composta apenas dos membros masum ou infalíveis da família/descendentes do Sagrado Profeta Muhammad, que Deus o abençoe e a sua família. Uma pessoa masum é uma pessoa que não comete pecados, não erra, não se esquece, etc. embora ela possua a habilidade de pecar. A Ahl al-Bayt também é conhecida como os “Quatorze Masum”. O estado de ismah ou imunidade de cometer pecados, erros e etc. da Ahl al-Bayt é referido no Alcorão Sagrado:
“Certamente, Allah quer remover todas as impurezas de vocês ó Ahl al-Bayt e purifica-los de uma forma perfeita.” [8]
Ao contrário de alguns juízos equivocados, além da evidência corânica, vários hadith do Profeta Muhammad afirmam de forma específica que as esposas do Profeta não estão incluídas na Ahl al-Bayt, no que se refere as suas qualidades e atributos, tal como aquela referida no versículo acima. [9]
A História falha em registrar erros – quanto mais imperceptíveis eles forem – atribuídos a Ahl al-Bayt. Essa é uma das razões pelas quais eles são as pessoas mais idôneas para liderar a humanidade de acordo com os ensinamentos do Mensageiro de Allah e do Seu Livro. Além disso, eles também são os indivíduos mais versados nos ensinamentos do Profeta e do Alcorão Sagrado.
As Entidades Inseparáveis
A mensagem divina revelada ao Mensageiro derradeiro de Allah consiste não mais nem menos do que dois componentes complementares e inseparáveis – o Alcorão Sagrado e a Ahl al-Bayt – como afirmado em vários hadith.
Um dos hadith unanimimente aceito como fidedigno, o qual confirma especificamente aquilo que foi dito acima, é o famoso hadith “Thaqalayn”:
“Eu deixo com vocês as duas coisas momentosas – o livro de Allah e a minha família, os membros da minha Ahl al-Bayt. Enquanto vocês aderirem aos mesmos jamais extraviar-se-ão depois de mim.” [10]
Sobre o mesmo assunto, mas enfatizando a questão de um ângulo diferente, uma variante do mesmo hadith é narrado da seguinte forma:
“Eu deixo com vocês as duas coisas momentosas – o livro de Allah e a minha família, os membros da minha Ahl al-Bayt. Eles nunca se separarão um do outro até que retornem a mim no poço (de al-Kawthar no Paraíso).”
A combinação do livro de Allah e da Ahl al-Bayt garante a salvação e orientação à Senda Reta. De acordo com o Profeta Sagrado, são os membros da Ahl al-Bayt que possuem o conhecimento pleno do Alcorão e, portanto, é aderindo a essas duas entidades momentosas que o indivíduo obtém a garantia de que nunca irá se extraviar. Se alguém adota o Alcorão, mas por outro lado abandona a Ahl al-Bayt, então esse alguém não obterá a almejada salvação que está buscando, mas de fato extraviar-se-á sem nem mesmo perceber.
De acordo com vários hadith, o Rasulullah sempre fazia alusão à Ahl al-Bayt (na época notavelmente Ali) para os muçulmanos, pois eles são as pessoas mais versadas nos seus ensinamentos e nos do Alcorão Sagrado. No famoso hadith da Cidade do Conhecimento, o Mensageiro derradeiro de Allah declara:
“Eu sou a Cidade do Conhecimento e Ali é seu Portal, portanto quem quiser acessar essa Cidade, deixe-o fazê-lo através do seu Portal.” [11]
O Rasulullah transmitiu todo o seu conhecimento ao seu primeiro sucessor Imam Ali, que por sua vez, transmitiu o conhecimento dele ao seu sucessor, e assim por diante.
A Intervenção Direta
Essas duas entidades momentosas são inseparáveis no sentido de que elas nunca irão se contradizer, mas, pelo contrário, irão sempre se complementar até o dia do julgamento.
O Profeta Sagrado utilizou diferentes exemplos e metáforas para enfatizar a importância de se aderir a essas duas entidades momentosas, pois de outra forma isso levaria a danos e extravios.
Embora tudo aquilo que o Sagrado Profeta Muhammad diz ou faz seja baseado nos comandos e instruções divinas, visto que “ele não fala por desejo, isto não é senão a revelação sendo revelada” [12] e que, portanto, o hadith “Thaqalayn” acima junto com vários outros hadith que o Profeta declarou sejam baseados nas ordens e instruções divinas, parece que no caso da nomeação do Imam Ali, que a paz esteja com ele – o primeiro dos doze sucessores do Profeta Sagrado – Allah “interveio” diretamente na questão.
No dia 18 do mês de Dhil-Hijjah, ano 10H (Hijrah), 631 d.C. (depois de Cristo), Allah instruiu Seu último Mensageiro a apontar, formal e publicamente, o seu primeiro sucessor para liderar os muçulmanos depois dele, através desta revelação “rígida e admoestadora” que não encontra nenhum paralelo dentre as revelações do Alcorão Sagrado:
“Ó Mensageiro! Proclame o que tem sido revelado a ti por teu Senhor, e se tu não o fizeres, não terás transmitido Sua Mensagem; e Allah te protegerá das pessoas. Certamente, Allah não ilumina os incrédulos.” [13]
Essa ayah enfatiza a absoluta necessidade da função exercida pelos sucessores divinamente apontados do último Mensageiro de Allah e é dirigida aos muçulmanos e a humanidade
em geral. Nesse
versículo, Allah, Glorificado Seja, equipara a nomeação do Imam Ali – que a paz esteja com ele – ao próprio Islam... isso merece ser ponderado cuidadosamente. Depois de 23 anos de excruciantes esforços empreendidos pelo Rasulullah para transmitir o Islam e o Alcorão Sagrado à humanidade, Allah diz ao Seu último Mensageiro que todo aquele esforço é equivalente a nada sem o Imamato ou liderança dos seus sucessores divinamente apontados, o primeiro dos quais sendo o Ali filho de Abu Talib. Aqui, Allah está dizendo aos muçulmanos ou ao leitor em geral que o Islam sem a liderança do Imam Ali (e, subseqüentemente, da Ahl al-Bayt) não é Islam.
A Perfeição da Religião e Conclusão das Bençãos
O dia
em que Ali
filho de Abu Talib foi “formalmente” nomeado pelo Mensageiro de Allah – sob instruções diretas de Deus – como o primeiro sucessor do Profeta e como líder ou Imam da Comunidade Muçulmana, é conhecido como Eid de Ghadir Khum, pois a revelação divina feita ao Profeta concernente a essa nomeação, juntamente com a sua execução, foram feitas num vale conhecido como Ghadir Khum.
A História testifica que havia cerca de 120.000 muçulmanos presentes na ocasião desse momentoso evento, os quais estavam retornando daquela que ficou conhecida como a peregrinação da despedida para a qual o Profeta havia ido. Um número bastante significativo de peregrinos muçulmanos participou dessa Hajj (peregrinação) em particular, depois que eles souberam que o Profeta participaria dela também.
Depois do anúncio da nomeação, sob instruções de Allah, o Rasulullah ordenou que todas as pessoas presentes prestassem bayah ou voto de fidelidade ao Imam Ali como seu sucessor e como Ali al-Muminin (Comandantes dos Crentes), o que os muçulmanos devidamente observaram – o título de Amir al-Muminin foi concedido pelo Profeta exclusivamente ao Imam Ali, título que nenhum outro indivíduo está habilitado a receber, como declarado pelo próprio Profeta. Dentre as primeiras pessoas a prestar bayah ao Imam Ali e a parabenizá-lo pela sua nomeação estavam Abu Bakr e Umar, os quais começaram a dirigir-se a ele como Amir al-Muminin.
Após esse grande evento, o Clemente fez sua ultima declaração. Allah, Glorificado Seja, se referiu a essa nomeação como a “perfeição da religião” e a “conclusão das Suas bênçãos” sobre a humanidade. De acordo com as Suas palavras:
“Hoje, eu aperfeiçoei a vossa religião e completei Minhas bênçãos sobre vós, e Estou contente de ter feito o Islam como uma religião para vós.” [14]
Esse versículo é outro exemplo significativo da ênfase divina colocada na sucessão do Imam Ali (e dos 11 Imames subseqüentes).
A Ahl al-Bayt
Professores do Alcorão, Sucessores do Profeta
Com o Profeta Muhammad sendo o último Mensageiro de Deus para humanidade, os doze Imames masum ou líderes da Ahl al-Bayt foram apontados por Allah para dar continuidade à mensagem do Selo dos Profetas (Khatam al-Anbiya).
Como percebido no hadith da “Cidade do Conhecimento”, a Ahl al-Bayt recebeu todo o conhecimento do Profeta Muhammad, o que faz deles os indivíduos mais conhecedores do Islam e do Alcorão Sagrado. Ademais, de acordo com o versículo da “Purificação” (33:33), a Ahl al-Bayt é também “imune” à qualquer erro, omissão ou defeito. E é por essas razões que eles foram apontados como sucessores do Profeta para liderar os muçulmanos, de acordo com o versículo da “comunicação”. [5:67]
O versículo da “Comunicação” nos diz que sem a liderança desses 12 Imams ou sucessores divinamentes apontados do Profeta, o Islam não é completo. Por outro lado, sob a liderança do Imam Ali (e dos outros 11 Imams), como indicado pelo versículo da “perfeição da religião” (5:3), o “Islam é perfeito” e as “bênçãos são completas”.
O Rasulullah deu os nomes de todos Imams, apesar de que na época da revelação do versículo da “purificação” houvesse apenas cinco membros da Ahl al-Bayt vivos e os noves restantes não houvessem nascido ainda. Essas “cinco pessoas” eram: Senhora Fátima al-Zahra, seu pai, o Profeta Muhammad, seu marido, o Imam Ali, e seus dois filhos, Hassan e Hussain. Os nove membros restantes são todos descendentes do Imam Hussain, que a paz esteja com ele.
Além de “Ahl al-Bayt”, eles também são conhecidos como os “Quatorze Masum”. Dentre a Ahl al-Bayt, o Imam Ali é o primeiro Imam ou sucessor nomeado (califa) do Profeta e o Imam Mahdi é o décimo segundo, como declarado pelo próprio Profeta em vários hadith [15]. Os nomes dos “Quatorze Masums” são os seguintes:
Os Quatorze Masum da Ahl al-Bayt
Que a paz esteja com eles
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Nome
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Título
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1. O Profeta
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Muhammad
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Rasulullah
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2. Senhora
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Fátima al-Zahra
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Sayyidat-Nisa al-Alamin
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3. O 1 Imam
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Ali
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Amir al-Muminin
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4. O 2 Imam
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Hassan
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al-Mujtaba
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5. O 3 Imam
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Hussain
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al-Shahid
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6. O 4 Imam
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Ali
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Zayn al-Abidin
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7. O 5 Imam
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Muhammad
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al-Baqir
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8. O 6 Imam
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Jafar
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al-Sadiq
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9. O 7 Imam
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Musa
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al-Kadhim
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10. O 8 Imam
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Ali
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al-Rida
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11. O 9 Imam
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Muhammad
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al-Jawad
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12. O 10 Imam
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Ali
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al-Hadi
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13. O 11 Imam
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Hassan
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al-Askari
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14. O 12 Imam
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Muhammad
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al-Mahdi
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Glossário
Glossário de alguns termos que aparecem nesse trabalho:
Ayah
(plural ayat)
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Literalmente significa um sinal de significância ou um portento. No contexto do Alcorão Sagrado, uma ayah também representa um versículo ou qualquer subdivisão numerada ou surata do livro sagrado.
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Ahl al-Bayt
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Literalmente significa os puros membros de sua família. No contexto do Alcorão Sagrado, se refere aos membros específicos da família do Sagrado Profeta Muhammad e a seus descendentes. Os membros da Ahl al-Bayt totalizam quatorze. São eles: Senhora Fátima al-Zahra, seu pai, o Profeta Muhammad, seu marido, Imam Ali, e seus dois filhos, Hassan e Hussain. Os nove membros restantes são todos descendentes do Imam Hussain, que a paz esteja com ele. Além de Ahl al-Bayt, eles também são conhecidos como os “Quatorze Masum”. Dentre a Ahl al-Bayt, o Imam Ali é o primeiro Imam ou sucessor apontado do Profeta e o Imam Mahdi é o décimo segundo e último.
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Amir al-Muminin
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Literalmente significa Comandante dos Crentes. Esse é o título dado pelo Profeta exclusivamente ao Imam Ali no dia de Ghadir, sob instruções de Allah.
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alayhis-salam
(forma masculina)
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Literalmente significa que a paz esteja com ele. È uma marca de devoção e piedade utilizar essa saudação após mencionar o nome de um profeta ou de algum membro masum ou Imam da família do Profeta Sagrado (a Ahl al-Bayt). Essa saudação também é usada depois dos nomes de um nobre e devoto membro do Profeta que pode não ser masum (feminino: alayhas-salam; plural: alaihum-as-salam).
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Ghadir Khum
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Nome do local entre Meca e Medina no qual o Sagrado Profeta Muhammad recebeu a revelação do 5:67 para “formalmente”
nomear o Imam Ali como seu sucessor.
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Hijrah
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Literalmente significa migração. Refere-se à migração do Profeta Muhammad de Meca para Medina em 622 d.C.
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Juz
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Literalmente significa “parte”. Refere-se a qualquer das 30 partes quase que equivalentes, nas quais o Alcorão Sagrado é dividido. Cada juz abarca uma ou mais suratas dependendo da extensão de cada uma delas.
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Khatam al-Anbiya
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Literalmente significa o Selo dos Profetas. Esse é um dos títulos do Sagrado Profeta Muhammad.
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Masum
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Literalmente significa imune. É usado para designar um indivíduo que é infalível ou imaculado. Uma pessoa masum não peca, não erra, não esquece etc., embora ela tenha a habilidade de poder cometer pecados.
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Madinah
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Também conhecida como Medina. É a cidade sagrada para a qual o Profeta migrou de Makkah (Meca), e fez dela o seu lar até a sua morte. O corpo do Profeta foi enterrado numa mesquita de lá.
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Makkah
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Também conhecida como Meca e Baça. É a Cidade Sagrada na qual se localiza a simbólica Casa de Deus, para cuja direção os Muçulmanos voltam os seus rostos durante as suas orações diárias.
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Rasulullah
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Literalmente significa o Mensageiro de Allah. Esse é um dos títulos do Sagrado Profeta Muhammad.
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Sallallah alayhi wa alih
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Literalmente significa que Allah o abençoe e a sua família. È uma marca de devoção e piedade utilizar essa saudação ao se mencionar o nome do Sagrado Profeta Muhammad. Sua “família” é: seu primo e genro Ali (o qual foi apontado por Allah como seu primeiro sucessor); sua filha, Senhora Fátima al-Zahra; seus netos – e filhos de Ali e Fátima – Hassan e Hussain; e os nove Imams masum que são todos descendentes de Hussain. Em árabe, a “família” é conhecida como Ahl al-Bayt, como referido no Alcorão (33:33).
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Surata
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Qualquer capítulo do Alcorão Sagrado, os quais possuem nomes distintos. Uma surata pode ser tão longa a ponto de ocupar cinqüenta páginas ou tão curta quanto 14 palavras.
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Thaqalayn
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Literalmente significa dois pesos. Refere-se ao famoso hadith do Profeta, no qual ele afirma que deixou para os muçulmanos, duas coisas de peso: o Livro de Allah e a sua Ahl al-Bayt.
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[1] Todas as passagens foram extraídas do livro Nahj-ul-Balaghah (Apogeu da Eloqüência) que é uma coleção de alguns dos discursos, cartas e conselhos do Imam Ali.
[2] Alcorão Sagrado, Os Profetas (21:107).
[3] Mustadrak al Wasa’il, vol. 11, p. 187.
[4] Bihar al-Anwar, vol. 89, p. 48, Beirute.
[5] ibid
[6] ibid
[7] Sahih Muslim, vol. 3, p. 1452-1453; al-Mustadrak Ala al-Sahihayn, por al-Hakim al-Naysabouri, vol. 3, pp. 715-716 e vol. 4, p. 546, pub. Dar al-Kutub al-Ilmiyyah, Beirute; Musnad Ahmad ibn Hanbal, vol. 5, pp. 86-90, pub. Instituto Quntubah, Egito; Yanabi al Mawaddah, por al-Qunduzi al-Hanafi, vol.3, p. 281, seção 76: Os Doze Imams e Seus Nomes, pub. Dar al-Uswah; Fara’id al Simtayn, por al Hamwini, vol. 2, p. 132, hadith 431.
[8] Alcorão Sagrado, Os Partidos (33:33).
Todos os profetas divinos também são considerados masum, pois eles são os transmissores da mensagem divina de Allah para a humanidade e, portanto, essa transmissão deve ser feita de um modo perfeito. Além disso, eles precisam ser exemplos perfeitos para a humanidade em todos os aspectos da vida e estabelecer condutas para os outros seguirem.
[9] Dhakha’ir al-Uqba, Ahmad ibn Abdullah al-Tabari, p. 21; al-Mujam al-Kabir, por al-Tabarani, vol. 2, p. 55; Asad al-Ghabah, por Ibn Athir, vol. 2, p. 12.
[10] Sahih al-Tirmidhi, vol. 5, p. 328, hadith 3874 e 3876, pub Dar al Fikr, Beirute e vol. 13, p. 199-200, pub. Maktabat al-Sawi, Egito e vol. 2, p. 308, pub. Boulaq, Egito; Musnad Ahmad, vol. 3, pp. 17, 26, 59 e vol. 4, pp. 366,371 e vol. 5, p. 181, pub. Al-Maymaniyyah, Egito; Sahih Muslim, Livro de Méritos, Méritos de Ali ibn Abu Talib, vol. 2, p. 362, pub. Isa al-Halabi e vol. 7, p. 122, pub. Sabih e vol. 15, p. 170 com comentários de al-Nuwawi, Egito; Durar al-Simtayn, por al-Zarandi al-Hanafi, pp. 231-232, pub. Al-Qadha al-Najaf; Yanabi al-Mawaddah, por al-Qunduzi al-Hanafi, pp. 29-31, 36, 28, 41, 183, 191, 296, 370, pub. Instambul; Tafsir de Ibn Khuthayr, vol. 4, p. 113, ed. Dar Ihiya al Kutub al-Arabiyyah, Egito; Jami al-Usul, por Ibn Athir, vol. 1, p. 187, hadith 65-66, Egito; Mujam al-Kabir, por al-Tabarani, p. 137...
[11] al-Mustadrak ala al-Shihayn, por al-Hakim al-Naysabouri, vol. 3, pp. 137-138, hadith 4637 e 4639, ed. Dar al Kutub al-Ilmiyyah, Beirute; Majma al-Zawa’id, por Nured-Din Ali ibn Abu Bakr al-Haythami, vol. 9, p. 114, ed. Dar al-Rayyan Lil-Turath, Cairo; Tarikh Baghdad, por Abu Bakr Ahmad al-Khatib al-Baghdadi, vol. 2, p. 377, hadith 877, ed. Dar al-Kutub al-Ilmiyyah, Beirute, também em vol. 4, p. 348, hadith 2186, vol. 7, p. 172, hadith 3613, vol. 11, p. 49-50...
[12] Alcorão Sagrado, a Estrela (53:3-4).
[13] Alcorão sagrado, A Mesa Servida (5:67).
[14] Alcorão sagrado, a Mesa Servida (5:3).
[15] Ver, por exemplo, Yanabi al-Mawaddah, por al-qunduzi al-Hanafi, vol. 3, p. 281, seção 76: os Doze Imams e Seus Nomes, ed Dar al-Uswah; Fara’id al-Simtayn, por al-Hamwini, vol. 2, p.132, hadith 431; Sahih Muslim, vol. 3, p. 1452-1453; al-Mustadrak Ala al-Sahihayn, por al-Hakim al-Naysabouri, vol. 3, pp. 725-716 e vol. 4, p. 546, ed. Dar al-Kutub al-Ilmiyyah, Beirute; Musnad Ahamd ibn Hanbal, vol. 5, pp. 86-90, ed. Instituto Qurtubah, Egito.