O SISTEMA ISLÂMICO
Não há dúvida de que o Islam possui o seu próprio sistema particular e de que ele esteve trabalhando, sendo implementado, parcial ou integralmente, por mais de treze séculos até o seu colapso cerca de meio século atrás.
As pessoas ouvem dizer que a Civilização Islâmica foi uma grande civilização e que o sistema islâmico possui as soluções necessárias para os problemas do mundo e que, se ele for restaurado novamente, o mundo se tornará um paraíso.
Então, qual é esse sistema? É possível que um sistema islâmico seja implementado novamente durante a era espacial e nuclear? E como ele resolverá os problemas se ele, de fato, assumir o controle dos assuntos dos Estados?
Essas são questões que precisam ser esclarecidas... As respostas que serão dadas a tais perguntas nesse livro talvez surpreendam o leitor ou talvez ele pense que nós estejamos falando de um Estado Utópico.
O autor está pronto para assumir o desafio de responder tais perguntas baseando-se em provas e evidências de acordo com os ensinamentos do Islam. Ele também provará que é realmente possível trazer de volta à vida o sistema islâmico. O autor já escreveu vários livros, breves e detalhados, sobre esse assunto e este trabalho é uma sucinta apresentação do tema.
1. Política
P. Existe política no Islam?
R. Sim, o Islam tem a melhor forma de política para trazer ordem à sociedade.
P. O Sistema Islâmico de governo é um sistema republicano ou monarquista?
R. Nem um nem outro no sentido convencional. Ele é uma forma de governo consultivo e talvez seria correto chamá-lo de democracia. No Islam não existe sistema de governo monárquico ou hereditário.
P. Quem deve ser o Chefe do Governo Islâmico?
R. Ele deve ser um muçulmano que detenha um amplo e profundo conhecimento do Islam. Ele deve ser versado nos assuntos mundanos e gozar da faculdade de não se desviar dos padrões de justiça em todas as matérias. Quem possuir essas qualidades e, desde que a maioria da população o aceite, estará apto a ser o Chefe de Estado mesmo que seja por 50 anos. A partir do momento que ele perder qualquer uma dessas qualidades, ele é imediatamente removido do cargo. Todavia, se a população não concordar com a sua liderança, ela terá o direito de escolher outro indivíduo que também esteja investido de todas aquelas qualidades para o exercício do cargo.
P. Quem escolhe o Chefe de Estado Islâmico?
R. A parcela majoritária da população.
P. Existem eleições, votos e parlamento no sistema islâmico?
R. Sim. O parlamento existe para aplicar e implementar as leis gerais em qualquer ocasião em que elas sejam aplicáveis, mas não para tarefas legislativas (fora dos limites das leis islâmicas).
P. Quais são os deveres e obrigações do Estado Islâmico?
R. Manter a justiça entre as pessoas, tanto fora como dentro do país, e promover o progresso da sociedade.
P. Quais são as leis aderidas pelo Estado Islâmico?
R: As leis derivadas do Alcorão, das tradições do Profeta Sagrado, do consenso e da razão.
P. Quem dá a essas leis a sua forma final para propósitos práticos?
R. Os escolásticos que são especializados no estudo das leis islâmicas e nos assuntos religiosos e cotidianos e que não se desviam dos padrões da justiça.
P. Existem partidos políticos no Estado Islâmico?
R. Não há nenhum problema na existência de partidos políticos que visam a aplicar as leis (islâmicas), porém não deve existir nenhum partido que trabalhe no sentido de criar novas leis. A legislação está apenas na mão de Allah, o Altíssimo.
2. A Economia
P. Existe algum sistema econômico no Islam?
R. O melhor sistema que o mundo jamais conheceu.
P. Esse sistema econômico é capitalista, socialista, comunista ou o quê?
R. Não é nenhum desses sistemas no sentido convencional.
P. Então qual é o sistema econômico islâmico?
R. Ele permite a propriedade privada, desde que os ganhos não sejam obtidos por meios ilícitos e desde que todas as responsabilidades tributárias sejam observadas.
P. Quais são as fontes de rendimento do Estado Islâmico?
R. As taxas sancionadas pelo Islam.
P. Quais são essas taxas?
R. Elas são quatro: Khums, Zakat, Khiraj e Jiziah.
P. Você pode explicar cada uma delas?
R.
Khums: O Khums de 20% cobrado sobre rendimentos anuais supérfluos, não tributados de todas formas de ganhos. Esses ganhos incluem aqueles dos minerais, de tesouros descobertos, de pérolas e outros artefatos marítimos; os ganhos lícitos que se misturaram com os ilícitos, os espólios de guerra e alguns tipos de terras.
Zakat: A taxa do zakat varia de 1% a 2,5% cobrado sobre o gado, camelos, ovelhas, ouro, prata, passa, tâmara, cevada e trigo uma vez em cada ano.
Jiziah: Jiziah é a taxa cobrada dos não-muçulmanos que vivem sob a proteção do Estado Islâmico.
Khiraj: Khiraj é o imposto cobrado pelo usufruto de terras conquistadas (pelo Estado Islâmico).
P. Existe algum sistema bancário no Islam?
R. Sim existe, mas isento da usura e desde que todas as leis bancárias estejam em conformidade com as leis islâmicas. As despesas com os funcionários são provenientes dos vários tipos de rendimentos do banco e, caso estes não sejam suficientes, o erário público se responsabiliza pelo pagamento. Isso no caso de um banco público, cujos lucros vão para o tesouro. Da mesma forma, quando o banco não produz rendimentos necessários para cobrir as suas despesas, o erário assume o prejuízo.
P. O Estado Islâmico cobra da população outras taxas como essas que nós pagamos hoje em dia?
R. Não. O governo não tem nenhum direito de cobrar outras taxas além das quatro já mencionadas. O que pode acontecer é que, sob circunstâncias excepcionais, o governo necessite cobrar taxas extras. Tais casos devem ser analisados isoladamente.
P. O que o governo islâmico deve fazer com o dinheiro que ele recebe dos contribuintes?
R. O governo utiliza o Bait al-Maal (Tesouro Nacional) para satisfazer todas as necessidades dos muçulmanos. Além disso, ele deve financiar projetos de reforma e desenvolvimento do país, ajudar os necessitados a “conduzirem os seus assuntos cotidianos”, de sorte que não haja nenhum destituído na sociedade como, por exemplo, ajudar as pessoas a se casarem, a iniciar um negócio, a comprar uma casa, a tratar as suas doenças, a viajar em casos de necessidade ou quando o indivíduo fica sem dinheiro durante uma viagem etc. Se o indivíduo puder provar – de uma maneira simples como apresentar prova ou testemunha, ou mesmo fazendo um juramento – que está passando por necessidades, então o tesouro deve prestar assistência a ele. Dessa maneira, não haverá nenhuma pessoa destituída deixada sem assistência sob um sistema de governo islâmico.
P. Aquelas quatro categorias de taxas serão suficientes para cobrir todas essas despesas?
R. Sim, elas serão suficientes se somadas as outras fontes de renda do governo provenientes das suas possessões e dos seus imóveis, bem como dos seus recursos naturais como petróleo e etc.
P. Como isso pode acontecer se hoje em dia nós vemos que todas essas grandes taxas não são suficientes o bastante (para se cobrir os gastos públicos)?
R. O número de empregados públicos num Estado Islâmico é muito limitado, uma vez que não há nenhuma necessidade da existência de vários departamentos e um sem-número de funcionários públicos associados a eles. Sob um sistema de governo islâmico, a sociedade ficará encarregada de realizar a maioria dos serviços feitos pelos governos de hoje em dia e os serviços deixados para o governo serão feitos com um desperdício de tempo e dinheiro insignificantes e de uma maneira demasiada simples. Quando há apenas poucos funcionários e a burocracia é reduzida, as despesas, por sua vez, também serão reduzidas e haverá maior quantidade de dinheiro disponível.
P. Existe pensão no Islam?
R. Se alguém estiver necessitado, ele receberá um auxílio do Estado naquilo em que ele está necessitado, mas não uma quantia fixa como acontece nos governos modernos. Do contrário, não haverá tais pagamentos, salvo quando requerido por lei.
3. O Exército
P. O sistema de governo islâmico possui um exército organizado?
R. Sim, ele possui um exército organizado da melhor forma possível.
P. Existe serviço de alistamento obrigatório?
R. Não. Servir ao exército islâmico é um ato voluntário, salvo em situações emergenciais.
P. Como é que isso funciona?
R. Aqueles que queiram servir ao exército deverão fazê-lo caso estejam dispostos a ficar no exército permanentemente e nesse caso eles devem receber um salário. O governo islâmico também deverá oferecer oportunidades de treinamento para os membros da sociedade a fim de que todos possam ser treinados, fato que reduz as despesas do exército. Nisso os membros do exército (territorial) devem permanecer próximos das suas famílias e dos seus locais de trabalho. Cada indivíduo comparecerá ao curso de treinamento diariamente por determinadas horas e depois retornará ao seu trabalho. Caso haja um ataque contra o país, cada qual estará apto a defender o Estado Islâmico.
P. Qual é a posição do Islam acerca das armas de guerra modernas?
R. O sistema islâmico considera lícito a elaboração e a detenção de todas as armas necessárias (para a manutenção da sua segurança), como Allah, o Altíssimo, diz: “E preparais para eles tudo quanto puderdes de poder”. Alcorão (8:60)
P. Que medidas são adotadas pelo Estado Islâmico com relação aos parentes dos mortos no campo de batalha?
R. Se eles estiverem necessitados e não puderem garantir a sua subsistência, o Estado os auxiliará em tudo o que for necessário. Caso contrário, eles não receberão nenhum tipo de auxílio, a não ser que haja um certo interesse nisso.
4. Liberdade
P. Existe liberdade no Islam?
R. Sim, o Islam oferece o melhor tipo de liberdade. Uma liberdade que o mundo jamais sonhou em ter, mesmo nas melhores civilizações que já existiram.
P. Quais são as liberdades islâmicas?
R. Existem vários tipos de liberdade no Islam e aqui nós mencionaremos uma pequena parte delas:
1.
Liberdade no comércio, no sentido de que todos possuam o direito de importar e exportar e comprar e vender mercadorias sem a existência de qualquer tipo de restrições, isto é, não existe impostos, tarifas ou condições; entretanto, as mercadorias devem ser lícitas para o comércio e não coisas como bebida alcoólica e etc. e não deve haver juros envolvidos nisso, a transação não pode ser ilícita em si, o comércio não deve envolver monopólio nem deve constituir prejuízo ao Estado Islâmico.
2.
Liberdade na agricultura. O indivíduo deve ter o direito de lavrar qualquer quantidade de terra e de que qualquer maneira que quiser e não há nenhuma reforma agrária no sentido convencional do termo dentro do Islam. Contudo, se a terra tiver sido conquistada pelo governo de um determinado inimigo, então o lavrador terá que pagar uma pequena taxa conhecida como Khiraj e, caso o lavrador seja pobre, o governo deverá ajudá-lo. O cidadão tem a liberdade de lavrar quantas terras quanto desejar, desde que isso não implique em perda de oportunidades para outras pessoas. O governo não poderá exigir outras taxas além do Khums e do Zakat.
3.
Liberdade de manufatura e de construção. O indivíduo tem o direito de desenvolver a terra do modo que lhe aprouver e não deve haver nenhuma tarifa em cima de tais desenvolvimentos. O governo não tem o direito de obrigá-lo a pagar nem mesmo um único centavo pelo uso da terra ou de outros bens. O Islam proclamou “quem quer que desenvolva uma terra improdutiva, esta tornar-se-á sua”, exceto se a terra tiver sido tomada à força do inimigo pelo governo, caso em que a pessoa em questão deverá pagar a taxa referida acima ao governo. Há também liberdade de todas as formas de tecnologia manufatureira em todos os sentidos que a palavra encerra, salvo para produtos ilegais.
4.
Liberdade no trabalho e nos negócios. Tais como caça, mineração, busca do permissível e feitura de toda a sorte de negócio lícito de qualquer maneira que alguém desejar, sendo que o governo não solicitará nenhum tipo de taxa pela posse do terreno e etc. Contudo, não é permitida a prática de negócios que não sejam considerados lícitos pelo Islam.
5.
Liberdade de residência e de viajar. O indivíduo pode residir onde quiser ou viajar para onde desejar, sem que haja nenhuma condição imposta sobre isso. Não existem fronteiras geográficas no Islam, nem condições raciais e tampouco discriminações devido à cor ou à língua e etc. Com toda essa liberdade não haverá necessidade de autorizações, identidades, passaportes e coisas correlatas, exceto em casos de emergência e circunstâncias excepcionais.
6.
Liberdade de atividades de toda sorte, exceto aquelas proibidas pelo Islam que, aliás, são muito limitadas, de modo que nenhum serviço secreto além do departamento de coleta de informações seja necessário ao governo. Existe liberdade de falar, de escrever, de firmar organizações e corporações, publicar revistas e jornais, criar estações de transmissão, etc.
P. As questões levantadas aqui iriam requerer o desmantelamento de muito dos departamentos governamentais que nós vemos atualmente, não iriam?
R. Correto. É desse jeito que um sistema islâmico funciona. Não devem existir vários departamentos governamentais sob a regência dum sistema de governo islâmico, mas apenas uma pequena quantidade deles, como mencionado anteriormente. Em virtude disso, o número de funcionários públicos será reduzido vertiginosamente e, dessa forma, o governo não precisará arrecadar uma quantidade excessiva de impostos junto à população para manter a sua organização.
5. O Sistema Judiciário
P. O Islam possui um abrangente sistema judiciário?
R. Sim, o Islam possui um sistema judiciário na sua melhor forma.
P. Como funciona o sistema judiciário islâmico?
R. O juiz deve ser um homem da fé islâmica e um muçulmano praticante, especializado nas leis islâmicas. Ele julgará os casos sem nenhum tipo de cobrança e não requererá o cumprimento de formalidades desnecessárias para a audiência. Um juiz dará conta de todos os tipos de casos, sancionando um veredicto islâmico para cada questão.
O critério para as testemunhas é de que eles sejam muçulmanos praticantes. Não há protocolos formais e burocracias no sistema judiciário islâmico e, por conseguinte, um único juiz costuma ser capaz de lidar com todos os casos de toda uma cidade, não deixando nenhum caso sem resolução.
P. De onde provém o salário do juiz?
R. Do Bait al-Maal (departamento do tesouro).
P. Qual é a função do juiz?
R. Com o auxílio de seus assessores ele deve se engajar em várias tarefas. Ele supervisiona as questões relacionadas às propriedades caritativas e às doações religiosas, as propriedades e questões de indivíduos que não são independentes mentalmente ou senis etc., tal como cuidar dos problemas maritais de tais pessoas e da administração das suas riquezas e propriedades, isto é, ele deve salvaguardá-las e retorná-las a eles quando eles estiverem mais maduros ou quando eles estiverem aptos a cuidarem dos seus negócios. Ele deve supervisionar casamentos, divórcios, certificar contratos entre as partes e etc. Ele deve também se envolver em resoluções de disputas entre indivíduos e em execuções de penalidades e punições a serem aplicadas.
P. Os advogados desempenham algum papel no sistema judiciário islâmico?
R. Não haverá necessidade para uma extensa rede de advogados, visto que os litígios são resolvidos de uma forma fácil e simples.
P. E o quê o governo faz com os advogados então?
R. O sistema providenciará outras atividades e projetos para eles que serão progressivas e construtivas, e lhes pagará um salário do tesouro para ajudá-los a iniciar uma nova carreira.
6. Saúde
P. Existe algum programa de saúde no Islam?
R. Sim, o Islam tem o melhor sistema de tratamento e de prevenção (de doenças).
P. Como esse sistema funciona?
R. O Islam, através de diretrizes gerais, fornece as três seguintes medidas para os programas de saúde:
1. Medidas preventivas que ajudam a controlar a disseminação de doenças:
(a) Proibição de envolvimento com coisas que causam doenças como álcool, adultério, música, práticas que trazem ansiedade, etc.
(b) Observação de etiquetas, tradições e disciplina geral, tais como limpeza, sangria, higiene pessoal, jejum, casamento, uso de creme para o corpo, uso de tratamento herbático, maneiras de beber e de comer, etc.
2. Tratamento de doenças por meio de procedimentos médicos e dietéticos, todos os quais sendo fáceis e simples. Tais medidas, apesar de não serem completas, interromperão o progresso da enfermidade, especialmente no seu início. Cuidados médicos e programas de dieta detalhados são dados nas “diretrizes de saúde” do Profeta Sagrado e dos Imams (que a paz esteja com eles).
3. Supervisão dos programas de saúde incluem estrita monitoração do tratamento médico prestado aos pacientes. A lei islâmica responsabiliza o médico por qualquer conduta imprópria, mesmo que ele seja um especialista na área. Isso cria um forte senso de responsabilidade que faz com que o médico seja muito mais cuidadoso ao diagnosticar e a tratar uma doença ou ao prescrever um remédio.
P. Você não acha que o conhecimento médico já não alcançou um tremendo progresso?
R. Não há duvida quanto ao progresso do conhecimento médico. Contudo, os fundamentos básicos que nós acabamos de mencionar, os quais são os pilares do programa geral de saúde, foram destruídos e, conseqüentemente, nós constatamos que a humanidade é afligida por toda a sorte de doenças, a ponto de o elevado número de médicos e de facilidades dos sistemas de saúde não serem suficientes para manter a saúde da população em geral. Nós nos recordamos que os nossos ancestrais desfrutavam de boa saúde até os últimos dias das suas vidas e atualmente nós vemos que em cada família existe pelo menos um ou mais indivíduos padecendo de uma determinada enfermidade e diversas pessoas sofrem de uma ou mais complicações médicas.
P. Qual seria então o remédio para essa situação?
R. O programa de saúde islâmico deve ser introduzido, bem como todas as facilidades das recentes descobertas médicas. Isso deve ser feito sob a condição de que todas as coisas islamicamente ilícitas associadas sejam eliminadas. Deve ser aberto o caminho para o tratamento médico herbático baseado no erro e no acerto, de modo que ambos os métodos se complementem e, dessa forma, a humanidade será salva da ação das enfermidades.
7. Educação
P. O Islam possui um programa de educação completo?
R. Sim, ele possui o melhor dos programas educacionais.
P. Quais são esses programas?
R. O Islam tornou compulsório aos muçulmanos, homens e mulheres, a obtenção do conhecimento, fornecendo os meios para isso, e também tornou obrigatório ao governo apoiar o programa educacional.
P. Então por que os muçulmanos estão tão atrasados?
R. Eles estão atrasados desde o dia em que eles abandonaram os ensinamentos islâmicos. Na época em que os muçulmanos aderiam aos ensinamentos do Islam, eles eram muito adiantados no campo da educação e não há melhor prova disso do que o próprio reconhecimento desse fato pelos ocidentais. O número de livros, bibliotecas, escolas e pessoas instruídas – levando em consideração as condições daquela época – eram muito maiores que os livros, bibliotecas, escolas e pessoas instruídas de hoje em dia apesar de todos os meios e condições disponíveis.
P. O Islam proíbe escolas, jornais, televisão, rádio e cinemas?
R. O Islam proíbe coisas ilícitas, perniciosas e que causem má influência de tais meios educacionais. Entretanto, se eles forem livres de tais problemas, o Islam será um dos maiores apoiadores de tais meios educacionais.
P. Quais são as maiores diferenças entre o programa de educação islâmico e os programas educacionais modernos?
R. A grande diferença é que o Islam combina conhecimento, fé e virtude, ao passo que os programas educacionais convencionais ignoram a fé e a virtude e, ao invés disso, introduzem idéias imorais e ateístas dentro deles. Assim, o conhecimento que é o melhor meio para o progresso, paz e segurança se torna um instrumento de destruição, aflição e degradação.
8. Paz
P. O Islam é uma religião de paz ou de guerra?
R. O Islam é a religião da paz como é dito pelo Alcorão Sagrado: “Ó crentes, entrem em paz completamente” (2: 208). Entretanto, se alguém porventura cometer um ato de agressão contra as pessoas ou contra os muçulmanos, o Islam então se vale do direito de defender a justiça, a verdade e de repelir a agressão.
P. Como o Islam promove a paz?
R. Dentro do Islam é necessário deixar a paz prevalecer tanto interna quanto externamente. Dentro do país, ele extingue a criminalidade; fora dele, ele não comete nenhum ato de agressão contra ninguém e contém as mãos dos tiranos.
P. Como o Islam extingue a criminalidade?
R. As causas para a ocorrência de crimes são: pobreza, elementos de má influência, ignorância, animosidade, sofrimentos etc. O Islam luta contra todos esses fatores até que eles sejam eliminados e, quando isso acontece, a criminalidade será extinta. Uma pessoa destituída, por exemplo, rouba para sobreviver; mulheres atraentes podem levar ao adultério; e bebidas alcoólicas levam ao crime. Ignorância causa transgressão e animosidade, dano aos outros e assassinato. Problemas familiares causam tribulações e crimes. O Islam suprime a pobreza, impede a exibição ilícita de atrativos sexuais e as bebidas alcoólicas; provê educação para todos, remove as causas da criminalidade e soluciona os problemas com julgamentos simples e decisões rápidas.
P. Como os criminosos são punidos no sistema islâmico?
R. Depois de abolir as causas da criminalidade e prover um ambiente saudável, o Islam vem com punições severas para os criminosos. Isso porque eles praticam os crimes devido a sua natureza torpe e aos seus desvios de comportamento. Com punições rápidas e severas, o ambiente é reformado e os crimes não serão cometidos novamente.
Por exemplo, quatro dedos de um ladrão são amputados, depois do cumprimento de todas as condições para isso, uma das quais é a de que os destituídos disponham de meios de subsistência suficientes e adequados. Com tal regra, ninguém irá recorrer ao roubo e a história demonstra que somente alguns poucos dedos foram amputados durante dois séculos de governo islâmico.
P. O que o Islam faz com relação às prisões?
R. O Islam não reconhece nenhuma das leis humanas convencionais. As únicas leis são as divinas. Assim sendo, muito das coisas que são consideradas crimes atualmente, não o são de acordo com o Islam e ninguém será preso por causa delas. Para tudo que o Islam considera crime, como roubo e fornicação, ele estabeleceu punições rápidas para eles como cortar os dedos da mão e chibatadas. Todavia, existe prisão para alguns tipos de crime no Islam, como para um delinqüente que não paga os seus débitos. Sendo que prisão aqui é aquilo que o juiz solicita um indivíduo a manter o criminoso num determinado cômodo da sua casa, por exemplo. Portanto, não existe absolutamente nenhuma prisão no sentido convencional do termo no Islam, salvo em casos de emergência, quando, então, prisões são construídas de forma simples.
P. Como o Islam mantém a paz fora do país?
R. O Islam não permite em absoluto nenhum tipo de transgressão contra ninguém. Qualquer nação que deseja ter paz, o Islam também quererá o mesmo. O Alcorão Sagrado diz: “Se eles se inclinarem a paz, incline-se a ela também” (8: 61). Se a guerra for decretada, o Islam lidará com ela da forma mais decente possível como a história tem registrado o seu caráter único. Qualquer país que cometa um ato de agressão contra o Islam, este repelirá tais atos.
P. Como o Islam mantém a paz entre o povo e o governo?
R. O governo islâmico é o governo do povo no verdadeiro sentido da palavra. O que as pessoas querem, senão o direito de votar, a auto-suficiência, educação, liberdade, segurança, saúde e virtude, os quais o Islam oferece a elas na sua melhor forma? Essa é a razão pela qual os bons governos muçulmanos duraram por tão longo tempo. Isso acontecia por causa do amor mútuo entre o governo e o povo. O líder não necessitava de forças de segurança ou de guarda-costas para protegê-lo das pessoas, salvo em casos emergenciais.
9. A Família
P. Qual é a visão do Islam acerca do casamento?
R. O casamento é permissível para a mulher a partir dos nove anos de idade, desde que ela já tenha alcançado a maturidade, e a partir da maioridade do homem que se inicia aos quinze anos. Nesse período, o casamento é bastante recomendável para que eles não descambem para a depravação.
P. Quais são as obrigações dos cônjuges na vida familiar?
R. O marido deve assumir todas as despesas da casa e satisfazer a sua esposa emocionalmente de acordo com as regras da lei. A esposa deve obedecer ao marido quanto a sair de casa e deve estar disponível para a satisfação dos desejos emocionais do marido. Fazer serviços domésticos não se conta entre as obrigações da esposa. O consentimento de ambas as partes é necessário para a consumação do casamento. O divórcio está apenas nas mãos do homem, salvo se o contrato de casamento tiver especificado o contrário, caso em que ela terá esse direito também.
P. Qual é a visão do Islam sobre a mulher?
R. De acordo com o Islam, a vida em família é incompleta sem o trabalho árduo feito fora de casa e a tranqüilidade e o trabalho dentro dela. Assim, o Islam dividiu as funções: o homem fica encarregado do trabalho fora de casa e a mulher do trabalho dentro de casa e, dessa maneira, o lar se torna o melhor lugar para crescer e se desenvolver física, intelectual e emocionalmente. A sabedoria islâmica sustenta que se a mulher fosse realizar os trabalhos masculinos, seria necessário para ela deixar o seu serviço dentro de casa a cargo do homem e isso constituiria um desperdício de duas habilidades, desperdício das nobres emoções da mulher – a qual é vital dentro de casa – e desperdício da capacidade de trabalho do homem, necessário para o serviço externo. Trabalho é trabalho, com a diferença de que se ele for subvertido, isso trará resultados indesejáveis. Por essa razão é mais apropriado para a mulher a realização do trabalho dentro de casa.
P. O Islam proíbe a mulher de trabalhar e de estudar?
R. Nunca, o Islam nunca proibiu isso. Ele proíbe apenas hábitos abusivos e pervertidos e que elas se enfeitem em público. O Islam também proibiu a mulher de assumir serviços que iriam contra o seu status e castidade.
P. Como o Islam vê a família?
R. Do ponto de vista islâmico é necessário que a mulher utilize o Hijab apropriado como Allah diz: “Se fordes solicitá-las (as mulheres) (por um determinado item) façai-lo por trás do Hijab”. Isso reduz problemas e fortalece as relações entre o casal, e a família viverá num ambiente de amor e serenidade. O Hijab significa que a mulher deve cobrir os seus cabelos e os seus atrativos.
P. Qual é o ponto de vista islâmico no tocante a livre interação entre garotas e garotos nas diferentes fases da vida?
R. Isso não é permissível de maneira alguma, seja em momentos de recreação, em cinemas, em piscinas, na escola, na fábrica, em clubes, em reuniões sociais, etc., ressalvados os casos em que a inteiração se torna inevitável como a que acontece durante a peregrinação Hajj. Do ponto de vista islâmico, tal interação levaria à imoralidade, fato que demandaria que o sistema tomasse rápidas medidas preventivas contra isso, a menos que a inteiração seja inevitável como a que acontece durante a peregrinação ou Hajj.
P. Qual é a visão do Islam sobre a poligamia?
R. O Islam permite que um homem tenha até quatro esposas, mas torna obrigatório que se mantenha justiça entre todas elas. Dessa forma, o sistema islâmico soluciona os problemas de viúvas e solteiras.
10. O Suplemento
A sociedade islâmica possui uma característica especial que as outras sociedades não possuem. Ela desfruta do beneficio da fé, a qual regula o comportamento do indivíduo dum modo que nenhum sistema secular pode fazer. E por essa razão, o Islam dá um sentido especial ao homem, ao passo que atualmente o mundo lida com o homem em termos puramente materiais. Numa sociedade islâmica, muito dos problemas psicológicos atuais desaparecem. O amor, a confiança e a afabilidade na sociedade e entre os indivíduos aumentarão.
A vida, em todas as suas dimensões, florescerá sob a regência do sistema islâmico. Habitação, industrialização, expansão do comércio e o aumento da riqueza num ambiente livre de injustiças, condições e restrições e numa sociedade livre da pobreza e de sofrimentos. Por essa razão, desenvolvimento, amor pelo progresso e confiança entre as pessoas era a norma no início do Islam, um fato que ninguém jamais experimentou hoje em dia, a despeito da abundância de recursos para melhorar o padrão de vida das pessoas.
É imperativo que cada um de nós dê o seu melhor para restabelecer o governo universal islâmico único para todos os muçulmanos e nesse processo Allah é o Auxiliador.